{"id":2282,"date":"2026-07-30T12:40:33","date_gmt":"2026-07-30T12:40:33","guid":{"rendered":"https:\/\/colegiokoelle.com.br\/blog\/de-aluno-do-colegio-koelle-a-cineasta-ibere-santos\/"},"modified":"2026-07-30T12:40:33","modified_gmt":"2026-07-30T12:40:33","slug":"de-aluno-do-colegio-koelle-a-cineasta-ibere-santos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/colegiokoelle.com.br\/blog\/cultura\/de-aluno-do-colegio-koelle-a-cineasta-ibere-santos\/","title":{"rendered":"De aluno do Col\u00e9gio Koelle a cineasta: Iber\u00ea Santos relembra sua trajet\u00f3ria e os bastidores do document\u00e1rio \u201cGurgel e o Sonho da Cidade Azul\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Ex-aluno da institui\u00e7\u00e3o, o cineasta retorna ao Koelle no segundo semestre de 2026 como orientador do novo Clube de Cinema<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Rio Claro ganhou, em 2026, um retrato cinematogr\u00e1fico de um dos cap\u00edtulos mais marcantes de sua hist\u00f3ria industrial. O document\u00e1rio de longa-metragem <strong>&#8220;Gurgel e o Sonho da Cidade Azul&#8221;<\/strong>, com 113 minutos de dura\u00e7\u00e3o, apresenta a trajet\u00f3ria da f\u00e1brica de autom\u00f3veis Gurgel e sua conex\u00e3o com a cidade. A produ\u00e7\u00e3o re\u00fane depoimentos de ex-funcion\u00e1rios, pesquisadores, colecionadores e figuras p\u00fablicas para reconstituir o projeto idealizado pelo fundador <strong>Jo\u00e3o Augusto Conrado do Amaral Gurgel<\/strong>, que buscava desenvolver um carro genuinamente nacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dirigido pelo cineasta <strong>Iber\u00ea Santos<\/strong>, o filme narra essa reconstru\u00e7\u00e3o a partir de arquivos in\u00e9ditos e entrevistas coletadas ao longo de 2024. Santos passou a inf\u00e2ncia e a adolesc\u00eancia em Rio Claro antes de se mudar para S\u00e3o Paulo, em 1999, para cursar Cinema na FAAP. A ideia de produzir um document\u00e1rio sobre a Gurgel surgiu ainda no per\u00edodo acad\u00eamico, mas s\u00f3 foi retomada durante o isolamento da pandemia, quando o diretor decidiu retornar \u00e0 cidade com a fam\u00edlia para aprofundar a pesquisa e localizar personagens que acompanharam diretamente o funcionamento da f\u00e1brica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O projeto foi viabilizado por meio de diferentes mecanismos de incentivo, com recursos obtidos pela <strong>Lei Paulo Gustavo<\/strong>, pela <strong>Lei de Incentivo \u00e0 Cultura de Rio Claro<\/strong> e pela <strong>Lei Rouanet<\/strong>, al\u00e9m de patroc\u00ednio direto de empresas da regi\u00e3o \u2014 entre elas, o <strong>Col\u00e9gio Koelle<\/strong>. Filmado ao longo de 2024, o document\u00e1rio contou ainda com apoio log\u00edstico do portal Grupo Rio Claro-SP durante as grava\u00e7\u00f5es na cidade, e re\u00fane entrevistas de ex-prefeitos, ex-funcion\u00e1rios, engenheiros, pesquisadores e representantes da fam\u00edlia Gurgel, al\u00e9m de registros de arquivo envolvendo figuras p\u00fablicas como Itamar Franco e Henrique Hargreaves.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s sua finaliza\u00e7\u00e3o, o filme ter\u00e1 sess\u00f5es de lan\u00e7amento em Rio Claro e em S\u00e3o Paulo e, em seguida, iniciar\u00e1 circula\u00e7\u00e3o em festivais de cinema nacionais e internacionais \u2014 etapa considerada fundamental para negociar distribui\u00e7\u00e3o comercial e alcan\u00e7ar um p\u00fablico mais amplo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Iber\u00ea Santos \u00e9 ex-aluno do <strong>Col\u00e9gio Koelle<\/strong>, onde estudou entre a 8\u00aa s\u00e9rie e o 1\u00ba ano do Ensino M\u00e9dio. No segundo semestre de 2026, ele retorna \u00e0 escola, desta vez como orientador do novo <strong>Clube de Cinema<\/strong>, voltado aos alunos dos 8\u00bas e 9\u00bas anos do Ensino Fundamental e do Ensino M\u00e9dio. Nesta entrevista, ele relembra sua passagem pela institui\u00e7\u00e3o, conta como construiu sua carreira e compartilha conselhos para quem sonha em seguir o caminho da produ\u00e7\u00e3o audiovisual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>KK:<\/strong> Olhando para tr\u00e1s, como foi a sua \u00e9poca aqui na nossa escola? Tem alguma mem\u00f3ria, professor ou projeto que te ajudou a despertar interesse pelo cinema?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iber\u00ea:<\/strong> Na \u00e9poca em que estudei no Col\u00e9gio Koelle, entre a 8\u00aa s\u00e9rie e o 1\u00ba colegial, foi exatamente quando despertei meu interesse pelo cinema. O ano de 1995 foi \u00e9pico. O Oscar daquela \u00e9poca premiou filmes como <em>Forrest Gump<\/em>, <em>Um Sonho de Liberdade<\/em> e <em>Pulp Fiction<\/em>. Logo no mesmo ano foram lan\u00e7ados <em>Cassino<\/em> e <em>Seven<\/em>. Eu ia muito ao cinema com meus amigos da escola. Antes da constru\u00e7\u00e3o do Shopping Rio Claro, o cinema que eu frequentava era o Cine Excelsior, no centro. At\u00e9 hoje me arrependo de ter assistido <em>O M\u00e1scara<\/em> duas vezes e n\u00e3o ter entrado na sala ao lado para uma sess\u00e3o de <em>Pulp Fiction<\/em>. Al\u00e9m disso, na escola eu filmava as gincanas e fazia muitos trabalhos em v\u00eddeo. Isso me ajudou muito a entender a din\u00e2mica da profiss\u00e3o que eu iria escolher.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>KK:<\/strong> Muitos alunos t\u00eam d\u00favidas sobre qual carreira seguir. Como foi para voc\u00ea o processo de escolher esse curso? Foi uma decis\u00e3o f\u00e1cil?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iber\u00ea:<\/strong> Na minha \u00e9poca n\u00e3o se falava em faculdade de cinema. Era um curso que existia, mas que poucos conheciam. Por isso, tive um pouco de dificuldade para entender como seria a faculdade e a profiss\u00e3o que eu estava escolhendo. Naquele per\u00edodo, o Brasil vivia uma crise muito grande e o cinema nacional estava recome\u00e7ando praticamente do zero. Mas, de qualquer forma, eu sempre gostei de filmar e sempre tive uma c\u00e2mera em casa. Ganhei a minha primeira aos 14 anos, do meu pai \u2014 era uma c\u00e2mera VHS \u2014, e acho que foi a partir dali que comecei a me interessar pela produ\u00e7\u00e3o de filmes. Eu alugava muitas fitas e estava sempre atualizado sobre os lan\u00e7amentos, embora entendesse pouco sobre os bastidores. Meu pai buscava na internet tudo o que podia sobre cinema no Brasil e no exterior para me ajudar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com a ajuda dele, escolhi a <strong>FAAP<\/strong>, que na \u00e9poca tinha um dos melhores cursos de cinema. Mas foi dif\u00edcil, porque o vestibular era muito diferente dos outros. A reda\u00e7\u00e3o e as quest\u00f5es de conhecimentos gerais valiam muito, ent\u00e3o peguei as provas dos anos anteriores para entender o formato. Com a base forte que o Koelle me deu e o apoio do meu pai no estudo dos assuntos gerais, consegui ingressar no ensino superior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>KK:<\/strong> Como foi a sua experi\u00eancia durante a faculdade?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iber\u00ea:<\/strong> A faculdade de cinema \u00e9 muito diferente dos outros cursos e as mat\u00e9rias eram totalmente novas. A base do curso \u00e9 a de Comunica\u00e7\u00e3o Social, mas a forma\u00e7\u00e3o final \u00e9 em cinema. A mat\u00e9ria que me fez passar no vestibular e que mais me ajudou durante todo o curso foi <strong>Reda\u00e7\u00e3o<\/strong>, porque tive que escrever muitas hist\u00f3rias e roteiros. Por isso, devo muito ao professor Jaime Leit\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>KK:<\/strong> Quais foram os passos mais importantes \u2014 ou os maiores desafios \u2014 na sua carreira at\u00e9 voc\u00ea chegar ao ponto de produzir seu pr\u00f3prio document\u00e1rio?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iber\u00ea:<\/strong> Assim que me formei, fui trabalhar em uma produtora de filmes publicit\u00e1rios. Comecei operando c\u00e2meras e depois migrei para a \u00e1rea de dire\u00e7\u00e3o, que sempre foi meu grande objetivo. Primeiro trabalhei como 2\u00ba Assistente de Dire\u00e7\u00e3o, fazendo muitos testes de elenco, e mais tarde como 1\u00ba Assistente de Dire\u00e7\u00e3o, onde ganhei muita experi\u00eancia na organiza\u00e7\u00e3o geral de sets de filmagem e na produ\u00e7\u00e3o. A estrutura de um filme publicit\u00e1rio \u00e9 bem semelhante \u00e0 de um filme de cinema; a \u00fanica diferen\u00e7a est\u00e1 no tempo e no conte\u00fado gerado, mas a equipe t\u00e9cnica e a organiza\u00e7\u00e3o s\u00e3o as mesmas. Trabalhei por quase 20 anos como assistente de dire\u00e7\u00e3o em publicidade e s\u00f3 depois comecei a dirigir minhas pr\u00f3prias campanhas. No entanto, foi na pausa for\u00e7ada da pandemia que decidi rever os projetos que tinha na minha pasta de ideias \u2014 ideias essas que eu vinha guardando desde a \u00e9poca da faculdade. Foi nesse momento que senti que estava na hora de produzir o meu primeiro filme.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>KK:<\/strong> De onde veio a sua inspira\u00e7\u00e3o inicial para o document\u00e1rio? O que te fez pensar &#8220;eu preciso filmar isso&#8221;?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iber\u00ea:<\/strong> Na pandemia, como tivemos que permanecer em casa, resgatei um projeto que escrevi em 2001. Naquele ano, eu estava em S\u00e3o Paulo fazendo faculdade quando come\u00e7aram a surgir as primeiras not\u00edcias sobre os leil\u00f5es da f\u00e1brica da Gurgel em Rio Claro. Aquilo me despertou um interesse imediato, pois eu via aqueles carros da Gurgel nas ruas da cidade quando era crian\u00e7a e, na minha imagina\u00e7\u00e3o de inf\u00e2ncia, eles pareciam grandes brinquedos. Eu queria filmar essa hist\u00f3ria j\u00e1 naquela \u00e9poca, mas era muito jovem e inexperiente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No in\u00edcio, a minha ideia era fazer uma fic\u00e7\u00e3o chamada &#8220;Quem Matou Gurgel e o Sonho da Cidade Maravilhosa do Futuro&#8221;. Para o t\u00edtulo, queria me inspirar no cl\u00e1ssico de Stanley Kubrick, <em>Dr. Fant\u00e1stico<\/em> (cujo t\u00edtulo original em ingl\u00eas tem bem a pegada que eu gostava: <em>Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb<\/em>). Os anos foram passando e aquela ideia se transformou em um filme documental, porque sou apaixonado por document\u00e1rios. Uma das minhas maiores inspira\u00e7\u00f5es foi <em>Roger e Eu<\/em>, de Michael Moore, que tamb\u00e9m \u00e9 uma hist\u00f3ria sobre uma cidade e uma f\u00e1brica de carros (a GM). Outro filme que me inspirou foi <em>Quem Matou o Carro El\u00e9trico?<\/em>, um document\u00e1rio sobre um carro el\u00e9trico criado pela GM que deu muito certo, mas que eles mesmos destru\u00edram por medo de que aquilo acabasse com a ind\u00fastria automobil\u00edstica da \u00e9poca. Achei que tinha tudo a ver com a hist\u00f3ria da Gurgel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>KK:<\/strong> Quais foram os maiores desafios t\u00e9cnicos e humanos que voc\u00ea enfrentou durante as grava\u00e7\u00f5es?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iber\u00ea:<\/strong> Acho que o maior desafio humano foi voltar a morar em Rio Claro. Como eu vivia em S\u00e3o Paulo h\u00e1 mais de 23 anos, eu sabia que, se estivesse longe, n\u00e3o conseguiria fazer esse filme. Ent\u00e3o, eu e minha esposa decidimos retornar para Rio Claro. Morando aqui e estando perto da hist\u00f3ria, eu poderia me conectar melhor com as pessoas e sentir os lugares onde tudo aconteceu. Eu tenho um filho que hoje est\u00e1 com 4 anos, e essa decis\u00e3o foi dif\u00edcil na \u00e9poca, mas acredito que foi a mais acertada. Inclusive, meu filho acabou virando personagem da hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro grande desafio foi buscar patroc\u00ednios nas empresas. A gente nunca sabe bem quem procurar, e a burocracia das leis de incentivo quase n\u00e3o ajuda quem est\u00e1 come\u00e7ando. Felizmente, com o apoio local do Grupo Rio Claro (portal de not\u00edcias online da cidade), conseguimos ganhar um edital da Prefeitura atrav\u00e9s da <strong>Lei Paulo Gustavo<\/strong>. Tamb\u00e9m consegui patroc\u00ednios por meio da <strong>Lei Rouanet<\/strong> e da <strong>Lei de Incentivo \u00e0 Cultura do Munic\u00edpio<\/strong>. O <strong>Col\u00e9gio Koelle<\/strong> foi um dos principais patrocinadores, junto com a Chemson, Owens Corning, Ferramentas Wenzel, Geromel, Casa &amp; Vida e Grupo \u00c1pia. No total, captei um ter\u00e7o do dinheiro que precisava para produzir o filme.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir da\u00ed, come\u00e7ou o desafio f\u00edsico. Eu n\u00e3o podia voltar atr\u00e1s, era dali para frente. Reuni uma equipe principal pequena: eu na dire\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o, um diretor de fotografia, um t\u00e9cnico de som direto, uma assistente de dire\u00e7\u00e3o e duas pesquisadoras. Pontualmente eu chamava mais alguns profissionais, mas as filmagens aconteciam basicamente com uma equipe de tr\u00eas pessoas no set. Eu acumulava muitas fun\u00e7\u00f5es: dirigia o filme, o carro e ainda operava uma das c\u00e2meras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse sufoco, conseguimos filmar todas as entrevistas em um per\u00edodo de um m\u00eas, entre outubro e novembro de 2024. Tamb\u00e9m captei imagens de eventos e encontros de ex-funcion\u00e1rios desde o in\u00edcio de 2024; foi praticamente um ano inteiro filmando. A ideia principal era captar a maior quantidade poss\u00edvel de depoimentos de pessoas que fizeram parte da hist\u00f3ria da Gurgel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Logo depois veio o desafio mental: como juntar essa colcha de retalhos? Demorei seis meses para editar apenas a primeira parte do filme. Ent\u00e3o parei e mostrei para as pessoas mais pr\u00f3ximas: meu pai, minha esposa e alguns profissionais do cinema de quem sou amigo. Cada um opinou um pouco. Como eram muitas imagens de arquivo, fotos e reportagens de jornal, acabei ficando um tempo sem saber como continuar, e me deu um &#8220;branco&#8221; de pelo menos um m\u00eas. Mas consegui retomar a edi\u00e7\u00e3o e terminei a primeira vers\u00e3o em novembro de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Teve um dia marcante em que assisti \u00e0 montagem que fiz e fiquei surpreso, pois achei que tinha ficado bom. Pelo menos para mim, estava muito bom naquele momento. Da\u00ed resolvi testar a montagem com o p\u00fablico. Fiz algumas exibi\u00e7\u00f5es fechadas para um total de aproximadamente 600 pessoas, e a resposta foi surpreendente. Eu realmente n\u00e3o esperava que o filme fosse causar tanta emo\u00e7\u00e3o, e fiquei muito feliz com o resultado. As pessoas se emocionaram muito com a hist\u00f3ria do Jo\u00e3o Gurgel e com a hist\u00f3ria de Rio Claro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>KK:<\/strong> Agora que o projeto est\u00e1 pronto, qual foi o maior aprendizado que voc\u00ea leva dessa produ\u00e7\u00e3o, tanto como cineasta quanto como pessoa?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iber\u00ea:<\/strong> O filme ficou pronto, mas agora o desafio \u00e9 comercializar o projeto. Estou em conversas com canais de streaming para disponibiliz\u00e1-lo para todo o Brasil. \u00c9 um caminho longo, mas espero ter sucesso em breve. Aprendi muito no processo e sinto que cresci como ser humano ao mergulhar de cabe\u00e7a nessa hist\u00f3ria. A vida do Jo\u00e3o Gurgel \u00e9 extremamente inspiradora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>KK:<\/strong> No segundo semestre de 2026, voc\u00ea retornar\u00e1 ao Col\u00e9gio Koelle como orientador do Clube de Cinema. Que conselho voc\u00ea daria a um aluno da nossa escola que sonha em trabalhar com cinema ou artes, mas talvez tenha medo de arriscar?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iber\u00ea:<\/strong> Eu digo que n\u00e3o existe nada certo nesta vida, voc\u00ea nunca vai ter 100% de certeza ou satisfa\u00e7\u00e3o em uma profiss\u00e3o. Mas \u00e9 sempre melhor trabalhar com o que te inspira. Meu pai \u00e9 advogado e um historiador nato; ele me inspirou a contar hist\u00f3rias porque me contava v\u00e1rias delas na inf\u00e2ncia. Eu virei artista, pois cinema \u00e9 arte, mas toda profiss\u00e3o tem seus caminhos dif\u00edceis e obst\u00e1culos. At\u00e9 as profiss\u00f5es mais exatas t\u00eam as suas abstra\u00e7\u00f5es. Arriscado mesmo \u00e9 ter muitas certezas sobre a vida. Prefiro viver em d\u00favida, mas sem medo de errar. \u00c0s vezes, h\u00e1 cineastas que fazem apenas um filme de sucesso, escritores que deixam apenas um livro marcante ou m\u00fasicos com uma \u00fanica m\u00fasica inesquec\u00edvel. O meu objetivo de vida \u00e9 ser lembrado por pelo menos uma cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica. O ser humano \u00e9, por ess\u00eancia, um ser criador. Espero que a hist\u00f3ria da Gurgel inspire outras pessoas a serem mais criativas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A trajet\u00f3ria de Iber\u00ea Santos ilustra bem o que o Col\u00e9gio Koelle busca cultivar em seus alunos: a coragem de seguir um caminho pouco convencional com base s\u00f3lida, disciplina e prop\u00f3sito. Agora, \u00e0 frente do <strong>Clube de Cinema<\/strong>, o ex-aluno retorna \u00e0 institui\u00e7\u00e3o para compartilhar essa experi\u00eancia diretamente com os alunos dos 8\u00bas e 9\u00bas anos do Ensino Fundamental e do Ensino M\u00e9dio, em mais uma iniciativa que amplia o repert\u00f3rio art\u00edstico e cultural da comunidade escolar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ex-aluno da institui\u00e7\u00e3o, o cineasta retorna ao Koelle no segundo semestre de 2026 como orientador do novo Clube de Cinema Rio Claro ganhou, em 2026, um retrato cinematogr\u00e1fico de um dos cap\u00edtulos mais marcantes de sua hist\u00f3ria industrial. 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